Talvez não fosse tão ruim ter um coração de lata, ia ser uma proteção bastante útil. Deixar de sentir certas coisas pode fazer com que a gente pare de cair em armadilhas.
É engraçado, enquanto caçamos corações artificiais, há quem esteja disposto a correr um mundo por um de verdade. E então, o que estamos fazendo de nós?O Homem de Lata
(O mágico de Oz)
(O mágico de Oz)
"- Bom dia, rapaz – cumprimenta Dorothy.
- Bom dia, menina – responde o Homem de Lata, gentilmente.
- Você gemeu?
- Sim. Há mais de um ano faço isso, mas ninguém aparece para me socorrer.
- Podemos ajudá-lo?
- Pode, sim. Busque a lata de óleo na minha cabana e lubrifique minhas juntas; estão enferrujadas. Depois disso, ficarei bom novamente.
Dorothy corre à casa do homem de lata, justamente onde passou a noite com o espantalho e Totó, e traz a lata de óleo.
- Começo por onde? – pergunta.
- Pelo pescoço – pede o homem de lata.
A menina lubrifica todas as articulações do pescoço. Estava tão emperrado que o Espantalho foi obrigado a pegar a cabeça do homem de lata, movê-la lentamente de um lado para o outro, até voltar a funcionar sozinha. Em seguida, foi a vez das juntas dos braços e das pernas.
Livre da ferrugem, o homem de lata suspira com alívio:
- Obrigado. Sem ajuda de vocês, passaria o resto da vida neste lugar, totalmente imobilizado.
- Não se preocupe. Faríamos isso para qualquer um numa situação assim.
- Belo gesto, menina. Qual o seu nome?
- Dorothy. E o seu?
- Quando era de carne e osso, era Tonho. Depois que fui reconstruído com lata, o pessoal começou a me chamar de Homem-de-Lata.
- Então, era de carne e osso? Aposto que foi encantado pela bruxa má!
- Mais ou menos. Depois, na minha casa, conta a história para vocês. Afinal, que fazem por aqui?
- Vamos à Cidade das Esmeraldas falar com o Grande Oz.
- Para quê?
- Quero voltar para o Kansas e o Espantalho vai pedir um cérebro ao Grande Mágico.
O Homem de Lata, depois de pensar um instante:
- Não tenho coração. Será que Oz me daria um?"
- Bom dia, menina – responde o Homem de Lata, gentilmente.
- Você gemeu?
- Sim. Há mais de um ano faço isso, mas ninguém aparece para me socorrer.
- Podemos ajudá-lo?
- Pode, sim. Busque a lata de óleo na minha cabana e lubrifique minhas juntas; estão enferrujadas. Depois disso, ficarei bom novamente.
Dorothy corre à casa do homem de lata, justamente onde passou a noite com o espantalho e Totó, e traz a lata de óleo.
- Começo por onde? – pergunta.
- Pelo pescoço – pede o homem de lata.
A menina lubrifica todas as articulações do pescoço. Estava tão emperrado que o Espantalho foi obrigado a pegar a cabeça do homem de lata, movê-la lentamente de um lado para o outro, até voltar a funcionar sozinha. Em seguida, foi a vez das juntas dos braços e das pernas.
Livre da ferrugem, o homem de lata suspira com alívio:
- Obrigado. Sem ajuda de vocês, passaria o resto da vida neste lugar, totalmente imobilizado.
- Não se preocupe. Faríamos isso para qualquer um numa situação assim.
- Belo gesto, menina. Qual o seu nome?
- Dorothy. E o seu?
- Quando era de carne e osso, era Tonho. Depois que fui reconstruído com lata, o pessoal começou a me chamar de Homem-de-Lata.
- Então, era de carne e osso? Aposto que foi encantado pela bruxa má!
- Mais ou menos. Depois, na minha casa, conta a história para vocês. Afinal, que fazem por aqui?
- Vamos à Cidade das Esmeraldas falar com o Grande Oz.
- Para quê?
- Quero voltar para o Kansas e o Espantalho vai pedir um cérebro ao Grande Mágico.
O Homem de Lata, depois de pensar um instante:
- Não tenho coração. Será que Oz me daria um?"
Ps. Espero que ele tenha conseguido um coraçãozinho.

Nunca tinha parado para analisar essa passagem do mágico de Oz. Interessante começar pelo pescoço,assim, olhamos para o lado e só então começamos a movimentar as outras partes. As vezes nos fazemos de lata só para nos proteger daquilo que um dia foi ruim. Está errado, mas tá tão certo. Cada um cultivando para si o que convém...Vai, deixa essa dor de lado. Olhe para o ladom existem tantos mundos prontos para serem habitados...veja, ali na frente tb corre um rio...ah, deixa acalmar essa fúria e vá brincar. A vida não passa de uma roda gigante sempre a girar. Vai, pequena...vá brincar.
ResponderExcluirConcordo com cada palavra dita, vou sim Nanda, vou brincar, o que eu não posso é ficar ali parada esperando tudo acontecer, tô vivendo, tô nascendo e as vezes até morrendo, para nascer de novo feito a Fênix.
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