Tenho a boca afiada de punhais
não choro
olho os faróis com duros olhos
ardidos de quem tem febres
mas não sangro
as mãos vazias deixam passar o vento
lavando os dedos que não se crispam
não há palavras, nem mesmo estas
o único sentido de estar aqui
é apenas estar secamente aqui
cravado como um prego
em plena carne viva da tarde.
não choro
olho os faróis com duros olhos
ardidos de quem tem febres
mas não sangro
as mãos vazias deixam passar o vento
lavando os dedos que não se crispam
não há palavras, nem mesmo estas
o único sentido de estar aqui
é apenas estar secamente aqui
cravado como um prego
em plena carne viva da tarde.
{ Caio Fernando Abreu - JULHO.1980 }

Uauuuuuuuu!!!amiga amei o seu blog...ele é doce como favo de mel...hehehehe!!!amo borboletas...sou até suspeita em falar delas...kkk!!de coração muito obrigada por sua visita em meu blog...e tb.já estou te seguindo...ahhh!!!o Cainho é td.de bom...ele sempre tem as palavras sábias para cada momento de nossas vidas...ameiii!!beijos queridaaaaaa!!!
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